No início pensei que tinha baixado uma demo por engano. Depois caiu a ficha—Hover! é literalmente isso—um jogo que a Microsoft jogou no Windows 95 como projeto escolar do aluno mais inteligente da classe que tinha acesso a algum motor 3D e resolveu: vou deixar as pessoas andar de hoverboard.

É um jogo direto onde você se move em um hoverboard (sabe, aquela coisa de De Volta para o Futuro) através de um mapa plano e coleta bolas coloridas. É basicamente isso. Você não tem saúde, não tem pontuação no sentido tradicional—você só coleta e navega por aí. Às vezes robôs podem se mover por perto, e você quer evitá-los porque conseguem te empurrar para a água. O ambiente é plano e monótono, como se alguém tivesse colocado um tapete cinza em um chão e dito: este é o mundo.
Os controles são propositalmente simples—movimento e pulo. Sem armas, sem combos, sem profundidade. Você entende em trinta segundos. O hoverboard em si funciona meio estranho—responde lentamente, e quando você cai na água, vai brincar com os robôs ou volta a coletar. Jogar não é tecnicamente difícil, mas não há nem uma razão para você querer voltar—não há objetivo, não há história, não há arrepio nenhum.

Hover! é interessante principalmente como o começo dos elementos 3D no sistema. Para Windows 95, foi uma curiosidade—olha, temos 3D aqui!—mas como jogo era mais sobre a tecnologia do que sobre a diversão. Os gráficos são apropriadamente feios, os sons são sem cor, e depois de cinco minutos você sente que está perdido em alguma aula monótona. Não tinha ambição em mudar isso. É estranho de um jeito, mas não errado—os criadores sabiam o que estavam fazendo e decidiram que era suficiente que existisse.

Hoje? Mais como uma curiosidade. Vou iniciar em um emulador um pouco para sentir como era quando as pessoas primeiro encontraram 3D em PC. Não há nada a condenar nisso—é um artefato histórico. Mas jogar por diversão seria um erro. Funcionará para você se quiser ver como a Microsoft brincava com tecnologia no amanhecer da internet e Windows 95, não se quiser experimentar algo realmente envolvente.