A missão circense de Luigi terminou antes mesmo de começar. Este não é um jogo sobre coletar moedas ou resgatar princesas — é sobre algo muito menos digno. Luigi se vê no meio do caos do circo, pulando obstáculos, coletando itens e tentando não perder todas as suas vidas. Ano 1994, MS-DOS, simplicidade pura sem a menor ambição por originalidade.

Luigi en Circusland é um platformer arcade clássico com lógica simples — avance, pule sobre obstáculos, colete coisas, chefe no final do nível. O controle do personagem não tem a menor finesse, movendo-se para esquerda e direita e pulando sob demanda. Os gráficos são minimalistas, os sons são o que você esperaria de um computador com processador 386 — alguns bips, alguns zumbidos, pronto. Os níveis ficam gradualmente mais difíceis ao adicionar novos tipos de obstáculos e inimigos, mas é tudo o que o jogo tem a oferecer.
Jogar é direto, até tedioso. Não há surpresa, nenhum momento em que você se alegraria com um design brilhante. O movimento de Luigi é rígido, o pulo é mecânico. Visualmente ecoa jogos mais antigos, mas sem sua magia — não há graça, não há beleza assimétrica que transformasse a simplicidade em diversão viciante. Os níveis se sucedem um após o outro, mas carecem de ritmo, de algo inesperado, algo que o fizesse se importar para onde pular em seguida.

Luigi en Circusland é apenas outra tentativa de computador justificar um personagem que claramente não merece essa homenagem equivocada. O jogo mereceria atenção se fosse feito com paixão — em vez disso, é um exercício de apatia total. Não é ruim no sentido de estar completamente quebrado, mas também não é bom. Simplesmente é.

Hoje, apenas aqueles que querem ver como a Nintendo nos anos noventa entregou propriedades aos criadores menos capazes podem jogá-lo. Seja pela nostalgia ou curiosidade mórbida sobre o que realmente veio a ser. Você pode executá-lo em um navegador em um instante, mas se divertirá mais se não o fizer.