Um atirador, uma espada, um voo através de uma torre escura cheia de ralé — e nada te dará mais alegria do que ouvir seu fogo mágico contra as paredes de pedra.
Chao Adventure 2 é uma mistura alucinógena de tudo que os criadores conseguiram despejar junto com mão pesada no MS-DOS no início do milênio. Um atirador com elementos de RPG, onde a magia recarrega o tempo assim como a saúde. Os personagens mudam, a torre cresce, a coleta de itens é um objetivo em si. Não há história no sentido clássico — há a sensação de que você está caminhando por algo absolutamente pessoalmente retorcido.
O jogo controla como uma peça antiga — o teclado controla o movimento, balanços de espada, magia ativa, enquanto inimigos correm pela tela com a inteligência de um aluno numa sexta-feira. Não era uma abordagem elegante, mas funcionava. Os gráficos têm aquele charme pixel-art estranho, como se pintados por alguém que viu Spacecrusade e decidiu fazer algo pior e mais interessante. Som — bem, som existia. Bem alto.
Chao Adventure 2 se perdeu nos anos noventa entre uma série de títulos que faziam basicamente a mesma coisa, mas sem essa loucura pessoal. Permaneceu uma coisa esquecida para quem teve a sorte de encontrá-la em demos ou bundles. Tecnicamente era um esforço fraco — nada muito em desempenho, nada muito em gameplay, nada muito em nada. Mas esse sentimento absolutamente estranho que tudo respirava a fez algo que continuou voltando.
Hoje é principalmente tempo gasto em um museu. Acessá-la em um navegador ou emulador faz sentido quando você quer sentir como os criadores tentaram e o que ousaram tentar. Não é uma obra-prima — é uma tentativa que a era não riu, e que saiu dela estranhamente solitária.