Você está atirando por espaços simples semelhantes a túneis e pensando que é algum tipo de ação espacial. Então bate em você—você está voando dentro da Lua e atirando para fora. Moon Blaster de 1990 é um tiro simples e direto, sem pretensões.

Joga como um arcade DOS clássico—você navega por corredores semelhantes a túneis, atira em qualquer coisa que se move e coleta power-ups. Os gráficos de 256 cores têm aquele charme típico de DOS—exibições feias que parecem blobs deformados com olhos. As animações são rígidas, o movimento da heroína (ou o que quer que seja) tão aleatório quanto um turista bêbado em um beco escuro. Som? Bips que incomodam seus nervos mais do que o excitam.
Os controles oscilam entre comandos de ícone pesados e uma tentativa de movimento acelerado. Não respondem direito—você tem a sensação de que pressiona uma tecla, conta até cinco, e aí as coisas começam a se mover. Atirar parece obrigatório, não é divertido. Claro, você explode tudo que se move, mas não há estratégia envolvida. Você só avança, atira, morre, reinicia.
No contexto dos jogos arcade PC do início dos anos 90, Moon Blaster não cravou nada especial. Não era difícil o suficiente para me desafiar, nem bom o bastante para me manter interessado. Parecia um tech demo—"veja o que podemos fazer com um motor de túnel"—sem gosto criativo. Jogos similares como Descent vieram depois e fizeram melhor. Moon Blaster ficou à margem da memória.

Nos dias de hoje você pode jogá-lo no seu navegador quando está procurando pelas opções mais baratas possíveis: poucas ambições, pouca diversão, mas pelo menos carrega em dois segundos e ninguém questiona por quê. Não é ruim, é apenas desnecessariamente vazio—um jogo sem alma que fica na memória o tempo que leva para iniciar.